quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Três dias de trabalho na Venezuela e é só ideias novas!

“O ministro da Economia e Inovação inicia, hoje, uma visita de três dias a Caracas acompanhado por uma delegação de empresários para dar seguimento aos instrumentos de cooperação celebrados entre Portugal e a Venezuela.”
In
SIC
(11/09/2008)
… Nem uma semana depois…

"O ministro da economia diz que se o preços dos combustíveis não descerem, vai tomar medidas!”
In
Sic
(17/09/2008)

Um pequeno aparte: Não havia reparado antes que Manuel Pinho é não só Ministro da Economia como também da Inovação. Os meus parabéns! De todos os piropos com que o nosso governo nos tem brindado este é o mais bem conseguido. Temo é que o pelouro da Economia ande a ser descurada em detrimento da Inovação …

terça-feira, 16 de setembro de 2008

"O alvoroço criado por estes desgraçados acontecimentos fez esquecer um relevante facto político: o novo visual do dr. Nuno Rogeiro.O estimável comentador político apresentou-se à puridade desprovido das enormes guedelhas, que haviam sido grisalhas, agora pintadas de negro, e aparadas no moderno corte "à búlgaro"."


By
Batista Bastos
in
Diário de Notícias

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Continuo barada com o novo procurador! É na minha opinião, do melhor que aconteceu na vida pública portuguesa durante este governação PS de choques tecnológicos, simplexes e taxas Robin dos bosques. É disto que nós precisamos. Lufadas de sensibilidade e bom senso com sotaque de Viseu.

É de aplaudir sobretudo a drástica mudança de um procurador que dava ares de grande inteligência e acabava sempre a fazer figura de parvo, para outro, que se faz de parvo, levando sempre a água ao seu moinho.

Já o novo bastonário é verdade que tem sido uma desilusão mas mais pela forma de comunicar (que varia entre os modelos esquerda revolucionária e Manuel Subtil) do que pelo conteúdo. Basta, aliás, relembrar a última polémica que envolve o bastonário. Novamente com os juízes, que aquele acusa de serem arrogantes, autoritários, corporativistas, pouco abertos à crítica e por aí adiante. Ora, para quem duvidasse de tudo isto, nada como ouvir o presidente do conselho de magistratura que em resposta defende , e passo a citar, "a criação de um um órgão de gestão disciplinar com poderes sancionatórios em relação a profissões com peso social relevante".

É mesmo isso pá! Mais uma autoridade nacional e uns quantos tachos para juízes. Arrogantes? Prepotentes? Com tiques fascizóides e pidescos? A ver pelo presidente da classe, quem diria tal coisa?! Só um louco realmente!
"Há pessoas que dizem que o Benfica quis ganhar na secretaria aquilo que não conseguiu ganhar em campo."

By Judite de Sousa
In a Grande Entrevista (a Luís Filipe Vieira)

Shame on you Benfica, a querer ganhar na secretaria o que o porto conquistou a pulso em casas de alterne e com chocolatinhos!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pepinos!

Era um avental vestido e a mão na anca e todos reagiriam com maior naturalidade às declarações do ministro da agricultura. Agora fato e gravata e aquela pose de ministro são expectativas demasiado altas para uma pessoa demasiado simples ...

terça-feira, 4 de março de 2008

Nabiças

Sobre as declarações do ministro Jaime Silva, "contra" o ex ministro Paulo Portas, a minha questão é, Jaime Silva trajava ou não trajava avental aquando as mesmas? Se não trajava parecem-me completamente inapropriadas... Só uma peixeira tem direito a dizer tais coisas e não levar com um processo de difamação em cima.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A Presunção de Mérito!

Antes de ir para o bird, João Cravinho deu um pacote ao país e ninguém quis saber do pacote dele para nada.
O PS ainda fingiu estar vagamente interessado no dito fez-lhe umas pequenas alterações cosméticas e levou-o a conhecer o parlamento e os senhores deputados. Mas, mesmo depois de desbotado das supostas inconstitucionalidades, o pacote não agradou aos senhores deputados e foi chumbado com a ajuda imprescindível do PS.
A celeuma começou logo porque o pacote de João Cravinho era, no entender de mentes excelsas da nação, inconstitucional! O pacote propunha a inversão do ónus da prova quanto aos crimes de enriquecimento ilícito de titulares de cargos públicos e isto seria inconstitucional por ofender a presunção de inocência, tão cara à nossa constituição, que a impõe cegamente ao estado no tratamento para com os seus cidadãos.
Eu enquanto cidadã devo confessar, que até fico comovida com estas preocupações do governo para com os cidadãos em geral e os titulares de cargos públicos em particular.
Não posso fumar em espaços públicos fechados mas sei que um dia, se exercer um cargo público, posso encher os bolsos à vontade que ninguém vai olhar para mim de esguelha por causa disso.

No entanto, na mesma enquanto cidadã, parece-me uma preocupação um tanto desmesurada!
Suponhamos que um titular de cargo público ganha 2.000,00€ ou 2.500,00 €/mês. Suponhamos também, que o titular de cargo público tem um apartamento bem bonito em lisboa, uma casa de férias mais bonita ainda e uma g’anda máquina à porta de qualquer uma delas. Os filhos estudam em colégios privados e a senhora sua esposa dedica-se a tempo inteiro à caridade ou melhor, é educadora de infância (mas veste sempre de fátima lopes p’ra cima). Seria inconstitucional perguntar, a este senhor titular de cargo público, como consegue?
Não só não consigo ver a ofensa à presunção de inocência, como vejo até uma presunção de mérito. O estado deve chamar esse cidadão, para poder observar de perto uma gestão financeira de sucesso feita por um seu assalariado médio.
Claro que ao observar de perto, o estado também podia descobrir que não passava tudo de uma grande marosca e também aqui se salvaguardava a presunção de inocência, pois estaríamos perante um criminoso e isso ajuda bastante a afastar a dita.
A minha sugestão é combater a corrupção com um espírito positivo. O cidadão titular de cargo público (ou não?!) com sinais exteriores de riqueza absolutamente incompreensíveis para o comum dos mortais deve ser chamado a explicar-se, deve ser investigado e todo o processo deve ser guiado com o espírito de quem quer aplaudir e tornar um exemplo a seguir esse cidadão, que tão profícua gestão financeira faz dos seus recursos.
Não há que estigmatizar a pessoa, afinal é titular de um cargo público…

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Uma higienização à política, isso sim, seria bem porreiro pá!

Admiro a reacção indignada do Bastonário Marinho Pinto à histeria do país, face às suas mais recentes declarações.
O bastonário Marinho Pinto diz, a corrupção granguena o estado da justiça (e tudo o resto) em Portugal!
O procurador abre de imediato um inquérito, os deputados “gritam como virgens ofendidas num bordel”, (bonitas palavras do bastonário), e os jornalistas ultimam, tem de provar o que diz, nomes queremos nomes!
É a completa esquizofrenia ou, como diria Santana Lopes, “desculpem, mas o país tá doido!”.
Há anos que todas as quartas-feiras, Pacheco Pereira diz o mesmo, apenas não utiliza o mesmo tom de revolucionário latino-americano. João Cravinho, outro exemplo, no pacote que levou à Assembleia, subliminarmente, não dizia mais que, este país não andará para a frente, enquanto não metermos alguns gajos na cadeia, por muito porreiros que eles sejam pá! E até ao sr. Presidente Cavaco já ouvi exactamente o mesmo, em uma de suas ponderadas reflexões.
No entanto, quando é o bastonário da ordem dos advogados a dizê-lo, uns mandam investigar, outros reagem de forma indignada e os jornalistas perguntam 3 e 4 vezes ao bastonário se ele tem mesmo a certeza do que diz e se o pode provar, (como se o cargo de bastonário fornecesse meios que o obrigassem a isso).

Para começar a combater a sério a corrupção dava jeito, só para começar, não reagir sempre com grande perplexidade às notícias que dão por garantida a existência de uma classe política corrupta em Portugal. É triste, mas começo a achar que o nosso país não sabe, ou não consegue fazer melhor, que indignar-se durante uma semana quando o assunto é o assalto constante ao património nacional. Foi esta a primeira mensagem do bastonário Marinho Pinto, nada de fitas, encaremos a realidade com coragem, toca a arregaçar as mangas e combatê-la. (uma fita vermelha atada à cabeça, teria ajudado a passar melhor a mensagem).

Na última parte da intervenção, ( sic notícias), o bastonário disse ainda, “o Parlamento devia abrir comissões de inquérito e averiguar as denúncias e suspeitas”… Comissões de Inquérito?! Por estas ideias é que o bastonário devia ser criticado. não se aprendeu nada com Camarate e os voos da CIA?!
De Marinho Pinto, sou sincera, esperava algo mais ousado, a ASAE a inspeccionar os gabinetes corruptos do país, à procura de sacos azuis e a pedir recibos, por exemplo. Agora comissões de inquérito?! Preferível um estudo técnico encomendado à DCICCEF.
Ainda assim, o ideal seria reagir com mais preocupação e menos histeria às declarações do bastonário e depois, como prova de boa vontade no combate à corrupção, olhar com mais carinho o pacote de João Cravinho, especialmente a sua inversão do ónus da prova e fazer de tudo isso, uma bonita maioria absoluta! (O medo de discutir o pacote foi tanto, que ele só podia ser bom…)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Conto de Um Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha)!

Primeiro a lei do tabaco!
Era uma vez, um Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha), um primeiro-ministro enérgico e musculado, que implementou a proibição de fumar.

O fumo do tabaco não era um problema social.
Nesse Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha) muitas pessoas morriam de doenças respiratórias, mas muitas mais morriam de doenças cardiovasculares, cancros vários e ainda assim morriam cada vez menos se comparássemos com os cenários de antanho desse Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha).
Claro que, nem todos os males do reino eram provocados pelo tabaco. A má alimentação, a vida sedentária, o ambiente cada vez mais poluído do reino e mesmo as d. s. t., que sem matar moíam, ceifavam cedo de mais, vidas em muito boa idade de trabalhar, onerando a economia em geral e a produtividade em particular desse Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha).
Obviamente o tabaco não resolveria nada, mas era o primeiro passo mais fácil de dar.
O objectivo do primeiro-ministro enérgico e musculado, desse Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha), era muito maior, mais grandioso… Um dia seria a lei do jogging!
O jogging matinal e de fim de tarde seria obrigatório no reino não muito distante, (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha), aliando as ideias exercício físico e transporte para o trabalho, com as de combate à vida sedentária e melhor ambiente.
Seguir-se-ia a alimentação, começar pelo arroz doce e ir por aí fora até à aletria, e o dia haveria de chegar no Reino não Muito Distante, (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha), em que a ração diária do indivíduo seria distribuída porta a porta e os comportamentos sexuais de risco, veementemente censurados.
Muitos liberais histéricos, já abespinhadinhos com a lei do tabaco, gritariam, “Ai a liberdade! Ai ai a democracia!", mas o primeiro ministro enérgico e musculado haveria de os chamar à razão.
Ele tinha uma arma secreta, o sistema de reformas de sonho desse Reino Não Muito Distante (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha).

Por muito que se cuide todo o indivíduo chega a uma certa idade e já não rende como nos seus tempos áureos. Mais cedo ou mais tarde chega a altura fatídica, em que a rentabilidade do indivíduo deixa de compensar mantê-lo a render.
Aqui entra a grandiosa ideia do primeiro ministro enérgico e musculado. Algo de fazer corar a nossa república e as patetices de Alcochete.

No Reino Não Muito Distante, (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha), todos os indivíduos que atingissem o chamado nível zero de rentabilidade seriam convidados a viver o resto das suas vidas, numas ilhotas simpáticas ao largo do Reino. Uma espécie de paraíso propositadamente construído para eles.
O convite seria feito de forma enérgica e musculada, como era aliás tudo o resto no Reino Não Muito Distante, (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha).
Nessas ilhotas simpáticas ao largo do reino muitíssimo distante, o indivíduo incapaz de render, produzir ou ser uma mais valia para a economia do Reino Não Muito Distante, (mas que ainda são aí umas duas horas a pé e a andar depressinha), teria ao seu dispor todos os pecados e prazeres que lhe haviam sido negados antes. Uma compensação pelo esforço e altos serviços prestados ao reino e ao seu primeiro ministro enérgico e musculado.
Seriam banquetes de colesterol, espreguiçadeiras de esquina a esquina, bar aberto todos as noites e com happy hours durante o dia.
Lá, os comportamentos sexuais de risco não só seriam incentivados, como até fornecidos…
Mas primeiro a lei do tabaco.

MANIFESTO FUMADOR

Não me conformo de viver num país onde os incómodos estão a ser regulados por lei. Na minha humilde opinião, (qual humilde, desesperada mesmo!), a proibição do tabaco não passa disto, um incómodo regulado por lei!

As pessoas têm uma vida mais sedentária, o stress foi elevado à categoria de doença com ganas de epidemia e o ar, com ou sem tabaco, é cada vez mais poluído. Dizem-nos, não sabemos o que comemos e quão mal nos faz, mas proibir o tabaco isso é que sim, nos vai salvar a todos. Das duas uma, ou vão legislar sobre tudo isto ou o tabaco é apenas mais uma medida simbólica.
Percebo que a lei imponha a proibição de fumar em locais públicos fechados, já não acho aceitável fazê-lo em locais que, embora abertos ao público são de pessoas com o direito de decidir o que é ou não proibido dentro das suas portas.
As leis não servem para defender pessoas incomodadas com o fumo, sobretudo em locais onde não são obrigadas a estar ou a entrar.
Façamos um suponhamos, a pessoa vai a entrar num restaurante, não repara que se pode fumar lá dentro, senão quando, de repente, ai o cheiro letal do tabaco! Ora, numa situação destas, a pessoa faz o quê? Como todos os incomodados da vida, o incomodado com o tabaco muda de poiso.

O fumador paga à priori através dos impostos sobre o tabaco, todos os cuidados de saúde que possa vir a utilizar por ser fumador, os possíveis encargos dos não fumadores e se for preciso ainda dá o seu contributo para o pé de meia do novo aeroporto. A questão de sermos um encargo pesado para o Estado é uma falsa questão. Podemos sê-lo até, mas pagamos por isso e ainda deixamos gorjeta (cada vez mais gorda por sinal).
Se a ideia for acentuar também os impostos sobre o chocolate, o gelado, a alheira, o queijo da serra, o simples bolo de mármore ou algo tão simples como andar de carro, pelos possíveis danos que estes pequenos pecados podem causar ao consumidor e consequentemente ao sistema de saúde que vai tratar dele, acho muito bem. Desde que esses impostos sejam realmente ponderados, justos e equitativos. Quanto mais fuma o fumador, mais imposto paga o fumador, quantas mais vezes o fumador recorrer ao serviço nacional de saúde, mais vezes paga também, a taxa moderadora.
O estado vê o seu possível prejuízo completamente acautelado e fica resolvido assim, o primeiro problema de saúde pública.
Ora eliminado o problema de sermos, os fumadores, um encargo económico para o não fumador, (coisa que se realmente fosse verdade, me provocaria mais insónias que matá-los), passemos à segunda questão de saúde pública. Tentar não matar o não fumador!
Em tudo isto irrita-me sobretudo a personagem, sou fumador mas acho muito bem, porque as pessoas a quem o fumo incomoda têm o direito de ir a restaurantes, cafés, bares e discotecas, sem arriscar o cancro do pulmão.
É verdade têm esse direito ninguém põe em causa, mas, se calhar, se o mercado por si não cria mais espaços ou espaços exclusivos para vossas excelências que se incomodam com o fumo, temos pena! É a vida…

Há a fazer uma distinção importante. Existem três tipos de não fumadores, o que somente não fuma. O que não fuma e se sente incomodado com o fumo e, esta nova espécie ainda rara, mas em franco crescimento, o que não fuma e tem medo do fumador, esse assassino! Infelizmente, esta última espécie é a que está no poder.
Os primeiros, que me apraz dizer parecem a larga maioria, vão a cafés, restaurantes, bares, discotecas e estabelecimento de diversão/entretenimento ou relaxe e toleram os fumadores, os que falam alto, os que bebem um copo a mais. São os que não fumam mas aceitam os incómodos que o outro possa trazer atrás.
É difícil não incomodar as pessoas e as leis não servem para prevenir incómodos e desagrados. Gosto de pensar nas leis como um meio de permitir a vida em sociedade, que não tem de ser perfeita, apenas possível aos que quiserem ser perfeitos.
O não fumador incomodado com o fumo viu, no ano passado, todas as possibilidades de viver segundo o seu conceito de indivíduo perfeito preenchidas. É proibido fumar em locais públicos, hospitais, escolas, serviços públicos, transportes, etc. (igrejas?! Não sei se não é, mas se não é acho que devia…).
Realmente não havia muitos cafés/restaurantes, (salvo algumas cadeias de fast food), para não fumadores e, discotecas, francamente não me lembro de nenhuma. Porque será?
Porque o não fumador que se incomoda com o fumo raramente vai a esses locais, não só porque se fuma, mas também porque as pessoas bebem e falam alto. Em discotecas, as pessoas até dançam lá dentro! Empurram as outras, às vezes não nos conseguimos mexer e esperamos na fila para entrar. Também a música é demasiado alta e pouco apropriada a quem almeje ouvidos tísicos aos 80 anos, (e o cheiro a pessoas? Insuportável!).
Não há cafés, restaurantes, bares, discotecas, (os casinos ainda não percebi se precisam de defesa), para não fumadores que se incomodam com o fumo, porque normalmente eles se incomodam com facilidade e preferem ficar em casa.
Os locais de diversão não existem para não fumadores incomodados, tal como não existem para os incomodados em geral, porque a diversão normalmente é uma coisa que incomoda.
Só um crime merece força de lei. O tabaco não é crime e não era um grave problema social, pelo menos não, desde que se proibiu o seu fumo em espaços públicos fechados, (não confundir com espaços abertos ao público).

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Nunca me interessei por assuntos sociológicos, mas agora que penso nisso, gostava de escrever sobre algo que em termos sociológicos creio designar-se, “A Dinâmica Indivíduo, Sociedade à Sua Volta”. Técnicas de ajuda ao indivíduo de forma a conseguir uma melhor integração na sociedade e outras, de forma a promover que a sociedade, enquanto sociedade, se organize para tornar essa melhor integração possível e até bem sucedida.

O mais provável é que já alguém o tenha feito, por isso, se calhar, vou antes ler sobre isso.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O meu momento pseudo-intelectual do ano!

Tenho meia dúzia de prendas obrigatórias a comprar. De entre essa meia dúzia, só sobre uma tomei já decisão do que em concreto comprar, mas as tentativas de o fazer revelaram-se mais difíceis do que o comum dos mortais à partida imaginaria, (eu pelo menos não imaginava).
Procurava uma Doris Lessing, em bom estado de conservação, minimamente mediática (“the grass is singing” era perfeito), mas não estava para ser muito esquisita, se metesse amor e fosse em inglês, eu já ia bem contentinha para casa.
Prémio Nobel 2007, pensei para comigo, qualquer secção de literatura, por muito pobrezinha que seja tem isto de certeza, mas ser prémio Nobel já não é pop. Julguei que ia encontrar Doris Lessing’s em português, em inglês, versão criancinhas e afinal, havia três mixurucas edições em português, com um aspecto bem coçado de livro em terceira mão e nada, nada de nada em inglês.
Eu só preciso passar por isto uma vez no ano, felizmente! No nosso país evolve muito esforço ser-se um intelectual, (ainda que pseudo) e eu vou passar a ter mais respeito por essas pessoas.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

CONTO PIROSO do Reino Muitíssimo Distante

O MONSTRO BICÉFALO

Era uma vez, num Reino Muitíssimo Distante, um primeiro-ministro que não tinha oposição.
Nesse Reino Muitíssimo Distante, todas as pessoas tinham uma visão muito democrática do reino e, por isso, gostavam de ver uma oposição forte no parlamento. Não é que, os jornalistas, não fizessem o seu trabalho, mas uma forte oposição parlamentar é outra coisa. Alguém que, por assim dizer, entala o primeiro - ministro uma vez em cada 15 dias é sempre uma coisa saudável para a democracia de um reino, sobretudo se for um Reino Muitíssimo Distante.
Assim, o partido da oposição reuniu-se em congresso e debateu longamente a estratégia de entalanço ao primeiro-ministro e também, claro, a forma de convencer o país que sim! Seriam eles a combater e vencer O MONSTRO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, O DO DÉFICE e mesmo O DA SEGURANÇA SOCIAL! Todos iam ter de emagrecer, se o líder deste partido fosse eleito primeiro - ministro.
Nesse congresso decidiram, os militantes, afastar aquele, que era o líder actual, acusando-o de ser um xoninhas e de nunca, em todo o seu mandato, ter conseguido entalar o primeiro-ministro. Assim, decidiram substituí-lo por uma liderança bicéfala. Desta forma, o maior partido da oposição passaria agora a ser liderado por um monstro, O MONSTRO BICÉFALO, (já que era necessário combater tantos monstros no reino Muitíssimo Distante) e, este sim, propunha-se combater com eficácia todos os monstros do reino e, de caminho, arrumar com o primeiro-ministro enérgico e musculado.
Assim, toda a estratégia do MONSTRO BICÉFALO consistia no seguinte, uma cabeça do monstro ficava na assembleia a entalar o primeiro-ministro. À outra incumbia-lhe pavonear-se pelas ruas e bradar aos sete ventos, “Eu sou melhor que primeiro-ministro enérgico e musculado! Eu serei ponderado e flácido!”
A população do Reino Muitíssimo Distante gostou da ideia de voltar a ter uma forte oposição mas não percebia, como o maior partido da oposição se propunha destruir, ou pelo menos enfraquecer, alguns dos monstros que assolavam o país e perguntou bem alto, “E Os monstros, o que vais fazer com os monstros, Luís?, (o nome de uma das cabeças do monstro bicéfalo)”.
E um grande silêncio tomou conta do Reino Muitíssimo Distante, por Muitíssimo tempo…

Dúvidas Existenciais!

“O dia Seguinte” é filmado num estúdio de televisão, ou numa taberna?

Isso é que não pá!

Não sou ciumenta.
Aliás, até sou a favor da infidelidade, desde que ela não interfira com os meus horários.