domingo, 15 de julho de 2018

WORLD CUP MMXVIII

Esta equipa da Croácia parece saída de uma banda-desenhada do Asterix. Com todo o respeito! Tou a torcer por eles. Como será que se diz Croácia em croata? Croacic?! Não deve ser… Era muito fácil falar croata se fosse, não é?

Já a equipa da França, além de um ataque cheio de estrelas, tem uma grande defesa. Não consigo deixar de pensar, que tinha dado jeito uma defesa assim, por exemplo, em 1941. Oh! Oh! Se tinha! Mas, pronto, o que lá vai, lá vai… Boa sorte! Ah?! Não se diz que dá azar? Ups!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

FRONTALIDADE, CENSURA & POLITICAMENTE CORRECTO

Não, agora a sério, a ver se a gente se entende, que um dia ainda cometo uma loucura por causa disto.

Imaginem que estou a jantar com uma amiga de merda e que essa minha amiga de merda, mostrando a merdas que ela é, começa a fazer comentários racistas e xenófobos, só porque acha, que estando entre amigas, se pode dar ao luxo de ser uma cretina de merda. Imaginem também, que chamo à atenção da minha amiga de merda, por ela está a ser uma cretina de merda e que o jantar até já me está a cair mal, por causa das nojices que a minha amiga de merda, não para de vomitar pela boca fora. Isto, meus caros, não é ser politicamente correta. É, como se diz na minha terra, chamar os bóis pelos nomes deles, ou as vacas, se acharem mais apropriado, ok?
Aliás, se tivesse sido politicamente correta, aquela merdas ainda seria minha amiga e já não é.
Sim, era uma história baseada em factos reais :(

Outro exemplo? Quando um pseudo intelectual idiota, vem defender, por exemplo, que se retire a palavra "nigger" dos livros do Mark Twain, por esta ser ofensiva. Este pseudo intelectual idiota, não está a ser politicamente correto, meus caros, porque não há nada de correto nisto. Está sim a censurar, a negar, a branquear e a adulterar a visão do mundo, (ou neste caso da América), de um escritor. É simplesmente errado! E se não conseguem entender isto, vão ouvir o "Bitch, don't kill my vibe!" ou o "We're gonna be alright, nigger!" do Kendrick Lamar. Sei lá, pode ser que vos ajude…

Ser politicamente correta é quando digo à minha amiga Gorda, que ela fica super elegante de leggings. Ou que aquele vestido vermelho de lycra lhe fica a matar, quando, na verdade, se lhe puserem um saco de plástico na cabeça, não dá para perceber se a mulher está de frente, de lado ou de costas. Ou quando digo ao meu namorado que ele é o MAI LINDO DO MUNDO! Quando existe uma séria probabilidade de não ser ele, o homem mais lindo do mundo - mas olhem que chega ao top 50!
Isto, assumo, é ser politicamente correta. Mas, em minha defesa, tenho medo da Gorda! E vem algum mal ao mundo, por a Gorda usar o seu vestido vermelho favorito, quando vai à praia?! E morena? Até nem lhe fica assim tão mal...   Ou se calhar fica… Mas não é isso que importa! O que importa mesmo, é que os fascistas estão aí a bater à porta e aproveitam-se destas vossas confusões mentais, para semear o caos e agarrar o poder. O meu pedido? Se não conseguem ajudar, ao menos não atrapalhem!

E se ainda estão a pensar na Gorda e acham que devia ser sincera e dizer-lhe que ela parece um trambolho com qualquer roupa que meta lycra, porque um dia é outra pessoa a dizer e se calhar a Gorda preferia saber isso por mim ao invés de por terceiros… Ouçam! Se alguém for dizer à Gorda, o que não tenho coragem de dizer, não vão ser os sentimentos da Gorda que se vão magoar… Depois não digam que não avisei.    

quarta-feira, 9 de maio de 2018

DAPHNE AND JAN FOR ALL!


Quando era miúda e jogava voleibol, a treinadora da nossa equipa informou-nos, num final de um dos treinos das iniciadas, que a partir dali, o nosso grito de guerra ia passar a ser: "Uma por todas e todas por uma". Imaginem! Devia ter aí uns 13 anos e mal cheguei ao balneário desabafei com as minhas colegas de equipa: "Eu não vou gritar aquela merda de cada vez que marcarmos um ponto. Tenho amigos, uma vida social, não vou ser vítima de bullying na escola, porque a gaja esteve a ver os três mosqueteiros no fim de semana e teve uma epifania ou o cara***!"

As minhas colegas de equipa concordaram comigo e a Tita, que era a capitã, foi falar com a treinadora e disse que nós eramos gajas fixes na nossa escola e não íamos passar vergonhas a gritar aquilo. O nosso já velhinho: "CD PÓVOA IÉEI!", era esse o nosso grito de guerra e não víamos nenhuma necessidade de mudar, muito menos para aquela pirosada. Fora de Questão!

Mas a nossa treinadora era uma fascista e não quis saber, ou gritávamos: "uma por todas e todas por uma", ou gritávamos: "todas por uma e uma por todas". Eram as duas alternativas e não havia outra. Que merda! Acabamos por escolher a primeira... E verdade seja dita, fosse por causa disso, (ou não), passamos de ser uma equipa mediana, que perdia metade dos jogos, a uma das equipas mais temidas do país, com quatro jogadoras nos centros de formação nacional.

Lembrei-me disto a propósito do assassinato do jornalista Ján Kuciak e da namorada, Martina, um casal apaixonado, que foi assassinado a tiro dentro de casa. A casa onde tinham começado a viver juntos, apenas umas semanas antes. Ora, a morte trágica do Jan e da namorada pôs a Eslováquia em peso nas ruas, com cartazes e gritos de guerra que diziam, nada mais, nada menos, que: "ALL FOR JAN!"

E foram precisos mais de 20 anos e a morte de um jornalista, para entender a força destas palavras. Em menos de uma semana demitiu-se o ministro da cultura, depois  o ministro do interior, a seguir o primeiro-ministro, seguido do outro ministro do interior e, por último, o comissário da polícia eslovaca. Mesmo assim, em dominó, uns a seguir aos outros. Porque, quando as pessoas saem em massa às ruas a gritar: "All for Jan!" Os governantes percebem logo que só há uma de três alternativas: ou se põem do lado da justiça e movem todos os meios ao seu alcance, para descobrir e punir os responsáveis pelo crime; ou se põem a andar e vão morrer longe; ou arriscam-se a ser insultados e levar na tromba da próxima vez que saírem à rua. É isto que quer dizer: "All for Jan!"  

Já no caso da jornalista maltesa, Daphne Caruana Galizia, assassinada com uma bomba no carro, em Outubro do ano passado, apenas três meses antes do eslovaco Ján Kuciak, todos os mafiosos que permitiram, (não se sabendo até se ordenaram...), e que festejaram à descarada o seu assassinato, continuam sentados no mesmo poleiro, como se nada de grave tivesse acontecido. Tudo isto em plena União Europeia, sem que se ouça um pio dos papagaios do costume, sempre tão ávidos a falar mal dos gregos e dos portugueses, que gastam demasiado dinheiro e o défice e a conta que os ingleses terão de pagar se quiserem sair e blá blá blá... 

Não é preciso ser um génio para entender que o Ján Kuciak era "um por todos" na Eslováquia. Com apenas 27 anos e basicamente sozinho desvendou um esquema escabroso, que envolvia o primeiro-ministro eslovaco e a sua assessora mais próxima, que por sua vez namorava um mafioso italiano, que por sua vez andava a ganhar milhões à custa de burlar a União Europeia, nos subsídios que esta atribui para a agricultura. Tudo alegadamente, ao que parece... e também, ainda ninguém foi preso pelo assassinato do jovem casal.

Mas a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia não lhe ficava atrás, bem pelo contrário e sem desprimor para o Jan, nem sabia que existiam jornalistas como ela na vida real. Só tinha visto disto em filmes. Jogava sozinha contra "onze" e marcava-lhes cabazadas de golos todas as semanas. Chega até a ser difícil perceber quem teria interesse em mandar matá-la, pois cada semana que passa é uma nova história que vem à tona e mais um potencial escroque que ficaria a ganhar com o seu silêncio. Às vezes chego a pensar se não organizaram uma vaquinha entre eles...

Há um post no seu blogue, que se resume a um email, que ela enviou ao primeiro-ministro maltês, o "Senhor" Joseph Muscat, a dizer que o apanhou a conspirar contra ela e mais grave, que este utilizava um email alternativo (joseph@josephmuscat.com), bem sabendo que não podia usar outro email que não fosse o oficial, josephmuscat@gov.mt. Só por isto: por andar a conspirar com o presidente de uma empresa estrangeira, a ruína financeira de uma jornalista, cujo o único erro foi fazer muito bem o seu trabalho, o Sr. Joseph Muscat devia ser votado ao degredo por qualquer pessoa de bem. Mas não foi... E embora haja algumas "I'm Daphne" e "Je Suis Daphne" por aí, são uma clara minoria em Malta. Lá não existiu, nem pegou, o "All For Daphne!" E nota-se bem a diferença, porque os escroques continuam todos felizes e contentes no poder...

Não podemos permitir, enquanto cidadãos, que os nossos pontas de lança na luta contra a corrupção e pela descoberta da verdade sejam assassinados. E não é preciso ser vidente para saber quando um jornalista corre perigo de vida. No caso da Daphne Caruana Galizia, nem cinco meses depois daquele famoso email ao primeiro-ministro e depois de a terem tentado calar com mais de 60 processos em Tribunal - o que não conseguiram - foi assassinada com uma bomba no carro, poucos metros à porta de casa.

Garantir a imunidade aos jornalistas é uma ideia. Para quando uma dessas empresas tubarão ameaçar um jornalista com processos civis de milhões, saber, que em primeiro lugar, terão de conseguir o levantamento da imunidade do jornalista junto de um Tribunal, o que só seria possível, se de facto se verificasse a existência de indícios, que aquele jornalista violou gravemente todos os seus deveres deontológicos. Até se provar a existência de um crime, não há processos de indemnização contra jornalistas. Caso contrário, torna-se praticamente impossível ganhar esta luta de Golias/David, pois é pedir demais a jornais e jornalistas, que assumam estes riscos e suportem custas judiciais astronómicas, simplesmente por fazerem - e nalguns casos muito bem! - o seu trabalho.

Quanto a impedir que matem jornalistas para os calar, já não me parece que seja problema que se resolva com mais legislação. Com melhor trabalho da polícia? No caso maltês, sem dúvida! Mas o melhor antídoto para isto continua a ser, o carimbo de verdade que a morte concede à sua vítima. Depois das mortes da Daphne e do Jan - em plena União Europeia!!! - não há desculpa para que as autoridades não investiguem até ao tutano, todas as histórias que foram investigadas por eles. Se não se conseguir trazer à justiça os mandantes da sua morte, que ao menos sejam punidos todos estes políticos trafulhas, pois já não há margem para dúvidas de que cometeram os crimes denunciados e relatados pelos jornalistas Daphne Caruana Galizia e  Jan Kuciak. 

A vocês os dois, o meu MUITO OBRIGADO!

Agora outra vez, a ver se pega:

DAPHNE FOR ALL! ALL FOR DAPHNE!!!

Ah! É verdade. Feliz Dia da Europa a todos! Se conseguirem... 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Ainda Se Fosse Mesmo Amor...

Ou uma paixão louca, assolapada, daquelas que fazem perder a cabeça a um homem... Sou uma romântica e era bem capaz de acreditar. Agora amigos?! Não dá para crer, desculpem lá. Bem sei que as pessoas estão muito chocadas com as imagens do interrogatório a passar na televisão e se calhar têm toda a razão... mas a minha indignação, (e sobretudo estupefação), esgota-se toda, quando ouço aquelas desculpas esfarrapadas do Sócrates e do seu "amigo" Carlos Santos Silva. É que arriscam-se a ganhar o título de piores arguidos de sempre, se forem avante com essa história para o Tribunal.

A única forma de esta estratégia colar, era o C.S.S. confessar de uma vez ao procurador, que aquilo entre o Sócrates e ele era mesmo, mesmo, amor. Amor verdadeiro. Amor do bom!

"Olhe, Senhor Procurador, se quer que lhe diga, todo esse dinheiro foi é muito pouco! Porque as coisas que aquele homem me faz na cama são impagáveis! Ao fim do dia, se quer saber, senhor procurador, quem lhe deve dinheiro, sou eu a ele. Não tem preço!" - diria o C.S.S. sobre o Sócrates ao procurador - "E a casa em Paris ia ser o nosso ninho de amor e daí ser o meu querido José que a estava a decorar, com todo o seu imenso bom gosto, de quem só sabe viver acima das suas possibilidades. E aquilo que o meu José está sempre a dizer que gosta muito, obviamente, é do corpo quente e suado deste badocha que ele adora..."  

Se fosse esta a explicação para tanto "empréstimo", o meu coração era capaz de balançar e, quem sabe, conseguiria presumir a inocência do ex-primeiro ministro, senhor (fake) engenheiro José Sócrates. E sem querer dar ideias, um vídeo viral do Sócrates a fazer xixi em cima do C.S.S. ou vice-versa. Até acredito que o procurador não quisesse saber mais nada sobre o assunto e arquivasse o processo logo ali. Mas amigos...

E aquela arrogância a responder: "Mas o que é que eu tenho a ver com os negócios do meu primo com o Salgado". Assim como se o primo fosse o meu primo ou o primo do procurador e não o já tão famoso primo do ex primeiro-ministro José Sócrates... Ainda estão a pensar no segredo de justiça? Força nisso!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Entrar A Pés Juntos Em 2018

Sabem aquela história de entrar com o pé direito no ano novo? Muito démodé! Né? Por isso decidi, (uma invenção minha), entrar a pé juntos em 2018. Ainda estava ele distraído, a despedir-se de 2017 e fui a correr, em carrinho, fazendo-lhe uma entrada por trás a pé juntos. Quem viu, diz que até fiz lembrar o Paulo Madeira, nos velhos tempos, quando se passava dos carretos. Lindo! Épico!!! Devo ter lesionado 2018, que quando finalmente se levantou, ainda ia a mancar... Por isso acho que 2018 vai ser um ano coxo. O que é que isso quer dizer? Não faço ideia... Mas, como dizia um grande amigo, infelizmente, já falecido - uma morte lenta e dolorosa. Que horror! Não desejo a ninguém... - dizia ele, esse grande amigo infelizmente já falecido, que: "Os cretinos estão sempre em alta!" Por isso, "amigos", nada a temer! Há-de ser um grande ano para vossemecês.
Quanto ao resto de nós, logo vos conto como correu, mas depois do tratamento que lhe espetei logo à entrada, não me parece que 2018 traga grande ameaça. A ver vamos...           

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

DA SAGA: CONSELHOS QUE NÃO ME LEMBRO DE TER PEDIDO

O que é que se passa com as pessoas e o leite?
Desde há uns tempos para cá, que é impossível beber um copo de leite ou pôr leite em alguma coisa, sem ter de levar com um vegan armado em parvo - desculpem o pleonasmo, mas estou mesmo enervada - a debitar lixo no meu ouvido sobre os malefícios do leite.
O meu argumento "favorito" é aquele de sermos o único mamífero adulto a beber leite e isso não pode ser boa coisa... E se calhar não é. Mas, não sei se já repararam, que somos, também, o único mamífero adulto a comer ovos estrelados?! Ou ovos mexidos?! E que come gelatina e bebe cerveja?! Até uma coisa tão simples como morangos com chantilly, estou mesmo em crer que somos o único mamífero adulto A FAZER ESSA MERDA!!!  
Aliás, estou sempre à espera de um dia chegar a casa e ver a minha Iolanda, refastelada no sofá, a lambuzar-se com o que sobrou da musse de chocolate de domingo e até hoje não aconteceu. Será porque somos o único mamífero adulto a comer musse? Ou será porque eu ponho leite na musse de chocolate? Enfim, nunca saberemos...
Agora a sério. A única forma que vejo de o leite fazer mal alguém, é se for atirado a ferver à cara de uma pessoa. Fora isso, acho que é na boa... E, sim! É um aviso que deixo à próxima alminha que me vier chatear com os malefícios do leite.         

Call It Sofia's Law

Sabem a Godwin's law? Acho que também acabei de descobrir uma lei universal:
"Em algum momento de um debate, sem que nenhuma razão lógica o faça prever, um parvalhão da direita vai surgir e atirar-te à cara com o Sócrates"
Ora testem lá a ver se não confirma.
E tornem viral. Também gostava de ser um mito da internet...

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Je Suis Europhobic!



Se dúvidas houvesse, que estamos sequestrados dentro da Europa, queria lembrar aos eurófilos de serviço, que estão a pedir 50 mil milhões - ou 50 biliões, sei lá... UMA PIPA DE MASSA! - ao Reino Unido, só para começo de conversa e garantirem um lugar na mesa das negociações do Brexit. Acho que mesmo as garrafas de água são pagas à parte. E o pior? Parece que eles aceitaram... 
O melhor cartoon que vi até agora sobre o Brexit mostra bem isto: dois indivíduos, um que representa a União Europeia e o outro, o Reino Unido, a darem um aperto de mão. Sendo que, o senhor que representa o Reino Unido está a afastar-se, alegremente, com um serrote e sem uma das mãos, que preferiu deixar para trás, em vez de continuar o aperto de mão com a União Europeia. 
Só os ingénuos é que pensam que isto é mais um cartoon sobre a insanidade do Brexit e não sobre o carácter da União Europeia, quando se trata de sentar à mesa das negociações. O modus operandi é sempre o mesmo: primeiro pagam e depois começam as negociações. Foi assim com Portugal e com a Grécia e será também assim com o Reino Unido. 
Sempre se queixaram do Reino Unido, por ter um pé dentro e outro fora da União Europeia. Então, os eurófilos de serviço acharam que a melhor forma de resolver este problema, era agrilhoar de vez o pé do Reino Unido, que ainda estava dentro da União Europeia. Mas pagar o quê? A quem? Porquê? Ninguém diz... E se experimentares perguntar logo aparece um idiota útil com síndroma de Estocolmo - só pode! - a dizer: "Eu bem avisei, que não era boa ideia tentar fugir blá blá blá..." Havia de ser comigo! Não era a Theresa, nem o Boris, nem o David, que iam à Europa negociar o Brexit. Era aquela espécie de ministro da defesa que vocês tinham e mandaram embora, só para dizer isto: 
"I know a warm place where you can put your bill..." 
Sempre a repetir isto, em loop, até entenderem a mensagem. Ainda levava com mais uma queixa de assédio em cima, mas esta era por uma boa causa. 
 
E então diz que o Mário Centeno é o Cristiano Ronaldo das finanças. Engraçado, o meu amigo da troika também fazia uma analogia bem bonita com o Cristiano Ronaldo, mas era outra: que o nosso ministro das finanças parecia uma "pita" de 13 anos, que acabou de conhecer o Cristiano Ronaldo. Sobretudo daquela vez que ele apareceu com o cachecol de Portugal no eurogrupo, entendo o que o meu amigo quis dizer... Isso ou desenhou uma pila algures no orçamento de estado. Afinal, ninguém lê aquilo e não... 
E depois deste "intróito", espero que entendam a minha falta de entusiasmo com a ida do ministro das finanças para a presidência do eurogrupo. Devo ser parva, mas não vejo grande vantagem em ter "um dos nossos", no grupo de "raptores". Já vi este filme e ser o melhor aluno da Europa, nem sequer dá direito a doce no recreio...  

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Já vi povos mais autodeterminados...

E vocês? Já tomaram parte na questão da Catalunha? Para mim tem sido muito difícil... E nem era para dizer mais nada sobre esta história, mas há uma pergunta que se impõe e não vi esclarecida: Qual dos dois é mais palerma?

O senhor Mariano Rajoy, ainda não percebi muito bem, se sofre de algum distúrbio mental ao nível do fascismo, ou se tem um problema parecido com o que eu tenho e, em segredo, alberga um pequeno independentista catalão dentro dele. Sim, Mariano, já topei a tua cena. Se a independência da Catalunha vingar, bem te podem construir uma estátua no centro de Barcelona, pois não o teriam conseguido sem essa preciosa ajuda que lhes tens dado.

Mas do outro lado é capaz de ser pior... Falar do direito à autodeterminação dos povos, quando todos já percebemos, que o que está em causa é dinheiro, parece-me brincar com os direitos fundamentais e o Senhor costuma castigar quem faz isso.
E depois, querem muito muito ser independentes, só catalães, nada de espanhóis... a não ser quando lhes falam de futebol... Sempre vão para a frente com o grande campeonato de futebol da Catalunha? E os títulos de campeões da Europa e do Mundo? Há mesmo algum Catalão de pleno juízo, que não se reveja e despreze estes títulos? Deve haver, eu é que nunca tive o prazer de conhecer nenhum..

Quanto ao futuro presidente da Catalunha?! Que dizer? Não bastasse o cabelo, de quem lidera a autodeterminação de uma comunidade de cogumelos, logo a seguir a declarar a independência no parlamento, fugiu para a Bélgica, a pedir asilo político, enquanto os coleguinhas eram presos.
Não o critico, se me apanhasse numa necessidade de fugir do país e procurar asilo político, também escolhia a Bélgica. Afinal, chocolates, cerveja, mexilhões e batatas fritas... eram toda a roda dos alimentos,  caso fosse eu a mandar. 
Mas é muito ridículo assumir-se presidente ou candidato a presidente de um país e zarpar desse mesmo "país" à primeira adversidade. 

Há uns tempos atrás li no Guardian, sobre o líder de uma tribo africana, que emigrou para a Europa e continuava a governar os seus súbditos, através do telefone e das redes sociais, enquanto trabalhava de pedreiro para ganhar a vida. Se calhar o Puigdemont também leu esta história e inspirou-se...

Aqui no burgo, não raras vezes, apareciam uns azeiteiros no norte do país, a defender a regionalização, com a desculpa de que o povo trabalhador do norte, andava a sustentar o "show off" de Lisboa. Depois voltam a tomar a medicação certinha, todos os dias, e passa-lhes. É o conselho que deixo aos espanhóis: tomar os medicamentos!
E não façam a saudação nazi no meio da rua! Morre um touro de causas naturais, de cada vez que um espanhol faz a saudação nazi... Pensem nisso. 

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Não sei se (ou)viram, que o ministro da defesa inglês foi despedido, por comportamentos pouco próprios. Entre eles e ao que parece, por ter dito a uma das suas colegas de governo, num dia de muito frio e após esta ter comentado que tinha as mãos geladas:
"I know a place where you can put them to warm them up." 
   
Não vale rir, que não tem piada... Aliás, se um gajo me dissesse isto no trabalho, aquecia as minhas mãos às chapadas no palerma. Não conheço forma mais eficaz de aquecer as mãos e tenho tentado várias. 

Mas não foi a rebarbadice do ex-ministro inglês, o que me chamou a atenção nesta notícia. É a frase. Serei só eu a ver, que esta frase, retirada do contexto, dava um belo título para um romance piroso do Nicholas Sparks? Ou um bom nome para um álbum ainda mais piroso da Adele, dedicado ao ex-namorado? Pensem nisto:
"I know a place where you can put your hands to warm them up".

É capaz de ficar muito longo... Talvez só: 
"I know a place where you can warm your hands". 

E olhem que mesmo em português: "Sei de um sítio onde podes aquecer as mãos". Não fica mesmo nada mal... Queres aproveitar, Paulo Coelho?
Não podem dizer que não dou grandes ideias. E nem cobro nada por isso.   

Há uns anos atrás, estava em Bruxelas com a Gorda e um amigo que trabalha na Troika. Como antes tínhamos estado dois dias em Amsterdão e sobrava uma ganza por fumar, o meu amigo da Troika perguntou: "Where do you wanna smoke that?". E a Gorda respondeu: "Take us to a dark place". E foi assim que nasceu o nome do nosso primeiro álbum: "Take me to a dark place". Não adianta procurarem nas lojas. A crítica foi estonteante e esgotou quase logo. Quanto muito, se me enviarem um email com uma foto vossa de corpo inteiro, em nu integral, e aí umas 500 bitcoins, arranjo-vos uma cassete pirata. Isto é, se gostar do que vejo, como é óbvio...     

Por falar na Gorda, no outro dia vira-se para mim e pergunta:
-"Olha, o que é tu achas de partilhar nas redes sociais, aquela minha história do apalpão no metro, com a hashtag: me too?"
-"Eh pá! Não sei... Acho que não tem muito a ver...".

E não tem mesmo nada a ver... Em primeiro lugar, ninguém ia acreditar na Gorda. Eu, que sou a melhor amiga dela, também não queria crer - tanta gaja boa no metro, quem é que se vai meter com a Gorda?!! - quando a vi a aviar dois gunas no cimo das escadas, pensei logo: "Oh! Não!! Chamaram a Gorda de gorda, outra vez!" Ela passa-se com isso...
Como daquela vez que a Gorda fez uma peixeirada no metro, porque cismou que um gajo sentado à nossa frente, estava a micar-lhe as mamas. Não estava... Estava a olhar para o colar que ela trazia ao pescoço, que já lhe disse montes de vezes para não andar com merdas de valor no metro. A olhar-lhe para as mamas... A minha Gorda é tão ingénua.

Mas se a Gorda diz que a apalparam no metro, acredito na Gorda. Acabei por lhe dizer:
"Se queres partilhar a tua história nas redes, acho bem, mas já pensaste em pôr antes uma hashtag do tipo: je suis segurança do urban beach?"
A ver se a convenci...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A ESPANHA É MERDA!

People of the world, help us insult the Spanish! Is for a good cause.

Sabem o que era capaz de ajudar a unir Espanha e acabar com esta história da independência da Catalunha? Insultar os espanhóis, repetida e cruelmente, por todos os lados.
OS ESPANHÓIS SÃO TODOS UMA CAMBADA DE PALERMAS! E IMBECILÓIDES! O QUE VOS FALTA EM INTELIGÊNCIA SOBRA-VOS NA P*** DA MANIA QUE VOCÊS TÊM!
Coisas assim. Dizem que ter toda a gente contra é a melhor forma de unir um povo e sobretudo nós, portugueses, devemos ajudar os "nuestros hermanos" neste momento difícil, dando o nosso melhor, a fazer com que eles se sintam ainda piores. Se não ajudar, certamente, também não vai piorar. E alivia o stress. O nosso. Claro! Não o deles... 

E para o caso de não entenderem o meu português, deixo aqui a versão do senhor tradutor da google, que me parece bastante boa. Ora confirmem lá:
¡LOS ESPAÑOLES SON TODAS UNA CAMBADA DE PALERMAS! ¡Y IMBECILÓIDES! ¡QUÉ VOS FALTA EN INTELIGENCIA SOBRA EN LA P*** DE LA MANIA QUE USTED TIENE!
Ficou fixe, não ficou? Deixa cá ver mais alguns:
LA PEOR COSA QUE HE COMIDO EN LA VIDA HA SIDO UNA TORTILLA. PARECE QUE EL "CHEF" BEBIÓ UNAS YEMAS CON EL ALMUERZO Y LUEGO VOMITÓ TODO EN LA SARTÉN. CAOJO! Y EL JOHN OLIVER ES EL MÁS GRANDE A HACER PAELLAS! QUE OS HA DADO. UNA TAPA ERA LO QUE DEBÍAN LLEVAR EN LA TROMPETA, CADA VEZ QUE ENTRAN EN UNA COCINA. DE CATALUÑA A MADRID ES TODO UN GANDA MERDA!!! BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUH!!! Y EL PICASSO? HASTA CINCO AÑOS YO HACÍA MEJOR. CUÁL ERA SU PROBLEMA? SOFÍA DE DISTROFIA DE LA RETINA O EL CAR****?! ALLÍ TOMAR ESTO!
Pena! Esta não ficou tão bem. Aquela da trompeta acho que não vão entender... Mas já serve como amostra sobre tudo o que podem fazer para ajudar a Espanha. 

Agora, Povos da Europa, não nos deixem nisto sozinhos, que eles são mais que nós, têm mau feitio e podemos levar na "trompeta" à custa desta brincadeira. Quero ver essa solidariedade europeia. Não dou uma semana e vão ver que isto fica resolvido. Bora lá!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

The Times They Are A changin'

Because  stupid is the new smart; Because bad is the new good;  Because racist is the new common sense; Because jerk is the new funny; Because lame is the new adorable; Because depressive is the new "in love"; Because victims are the new heroes; Because bullys are the new victims; Because business is the new politics; Because show off is the new wealthy; Because cage is the new freedom; Because bullshit is the new journalism; Because wishful thinking is the new science; Because populism is the new democracy; Because flies are the new bees. And all because of what? Because when they go low, we go lower! 


quinta-feira, 8 de junho de 2017

O que é que passa pela cabeça de uma primeira-ministra, para dizer que está disposta a sacrificar alguns direitos humanos, se isso ajudar à eficácia no combate ao terrorismo?! Ainda que seja verdade - e até espero bem que seja - isto NÃO SE DIZ! Faz-se, mas não se diz! 
Já é a segunda vez que me arrepio toda, com uma das ideias da Theresa May. Cruzes! Parece que a morte acabou de passar atrás de mim. 
A outra foi com o "dementia tax", que em português podia muito bem ser traduzido por: "imposto sobre a demência". Já viram este nome? Não é de arrepiar a espinha?! Nem que sejam dementes ultra-milionários, há qualquer coisa de profundamente errado, covarde e diria mesmo demente, num imposto com este nome. Lá está, até se pode fazer, mas não se diz. Ou, pelo menos, não dessa maneira.

A sorte da Theresa, é que o Jeremy, "atirou-se de um penhasco abaixo", com aquele discurso pós atentado de Manchester. Depois de ouvir aquela chachada, não votava nele para Presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros. O que foi aquilo? Um apelo ao voto jihadista?! Esses é que fazem questão de gritar: "Isto é pela Síria/Iraque/Líbia! Allahu Akbar! CABUM!!!" 
Não se faz! Não se diz! Não se pensa! 

Se é verdade, que muitas das guerras no Médio Oriente, ajudaram a criar o clima de insegurança que se vive na Europa, também é verdade, que ninguém sabe se não estaríamos pior sem algumas dessas guerras. Já lá dizia o poeta: "Se o meu avô tivesse duas rodinhas, era uma bicicleta..."

Mas o meu problema maior com este tipo de conversa, é que ela começa na culpabilização e na vitimização, e depois acaba em submissão. Aliás, estou em crer, que se aqui na Europa começarmos a andar todos mais tapadinhos; se deixarmos de beber álcool, fumar e ouvir música; se orarmos a Alá 5 vezes por dia, virados para Meca; se jejuarmos no Ramadão... Enfim, se deixarmos de ser todos uma cambada de infiéis, os nossos problemas com o terrorismo islâmico acabam já amanhã.

Soluções "fáceis" para problemas complicados é cá comigo.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

In My Wildest Dreams

Desde miúda que acalento um pequeno Napoleão dentro de mim. Começou com as Caxinas. Eu e mais dois amigos decidimos criar um movimento, para que as Caxinas passassem a fazer parte da Póvoa. Eramos as FLAC. A Frente para a Libertação e Anexação das Caxinas. Chamo a vossa atenção para o pormenor de que primeiro iríamos libertar e só depois anexar as Caxinas. Faz toda a diferença.
Não eramos violentos. Aliás, a nossa grande estratégia para a libertação e posterior anexação das Caxinas era muito simples. Íamos remover a placa que dizia: "Bem-vindo a Vila do Conde" e coloca-la depois das Caxinas, ali na foz do Rio Ave, esperar 20 anos e adquirir as Caxinas por usucapião. Na altura parecia uma grande ideia... mas não foi. O máximo que conseguimos não chegou a um ano e depois da primeira vez que nos toparam, nem uma semana conseguíamos ter as Caxinas do nosso lado. Aparecia sempre alguém para repor as fronteiras. Um dia, o meu pai chegou à minha beira e disse:
- "Olha lá! Sabes alguma coisa sobre aquela história de andarem a mexer nas tabuletas de Vila do Conde?"
- " Por acaso sei. Acho que são as FLAC, que é um movimento que quer que as Caxinas passem a fazer parte da Póvoa... Não achas fixe? As praias das Caxinas serem nossas?"
- "O que eu acho fixe é que acabes com essa merda, antes que isso dê problemas a sério, pode ser?"

Encontro este mesmo tipo de mentalidade pequenina, quando digo às pessoas que devíamos investir na reconquista da Galiza. Porque a Galiza é a melhor parte de Espanha. Porque a Galiza fala galego e o galego, toda a gente sabe, é português com sotaque espanhol. Porque a Galiza tem a melhor comida e as cidades mais bonitas. Porque fica mal no mapa, aquela parte de cima do retângulo ser de Espanha. Sei lá... São tantas boas razões para a reconquista da Galiza. E as pessoas respondem-me: "Mas se a Galiza nunca foi nossa, como é que tu queres reconquistar a Galiza?". Estão ver? Com esta atitude não vamos de certeza... Aposto que o Pedro e o Vasco não tinham de aturar estas merdas quando estavam a descobrir o Brasil ou a abrir caminho até à Índia.

Ultimamente, o meu pequeno Napoleão anda de olho no Curdistão. Mas um Curdistão a sério, com tudo aquilo a que tem direito: um pedacinho da Síria, um pedacinho do Iraque  - que até já têm - mais um bocadinho do Irão, um niquito da Arménia e um belo pedaço da Turquia. E isto nem era por amor ao Curdistão, era só para não se armarem em parvos ali no Médio Oriente. Ao contrário da Galiza, não sei se o Curdistão tem as cidades mais bonitas ou se a língua deles dá para aprender a falar. Sei que são multiétnicos, que respeitam a liberdade religiosa, que aplicam o parlamentarismo e fomentam a diversidade partidária e que são os únicos naquela zona preparados para viver em Democracia, pois já o fazem todos os dias e no pior dos cenários.

Ora, pensando nisto tudo, decidi fazer aqui uma proposta séria, a todos os vileiros, espanhóis e - como dizer isto? - "psicopatas" do Médio Oriente em geral. É o que se segue:
Os vileiros, que estão aqui mais próximo, são os que levam a melhor oferta. Nós ficamos com as Caxinas e, em troca, (acho que os poveiros estão todos comigo nisto), vocês ficam com Argivai. Reparem! Estamos a oferecer-vos uma freguesia inteira por meia dúzia de praias. Parece-me irrecusável.
Espanhóis, para vocês, tenho aquilo que sempre quiseram. É isso mesmo!! Em troca da Galiza ficam com as Selvagens todas para vocês. A Grande, a Pequena, a Média, as caganitas... Enfim, todas aquelas ilhas do Atlântico e aquele mar todo até à Madeira fica para vós. Nem nos fazem falta, que calhaus é coisa que temos de sobra no país e, se acharem pouco, prometemos, também, não insultar as vossas mães da próxima vez que se discutir Almaraz. Não podem dizer que não é uma proposta tentadora...  
Já o Curdistão é um caso à parte. Em primeiro lugar, porque, ao contrário dos anteriores, não é um problema de ficar bem ou mal no mapa. E, em segundo lugar, não tenho nada para vos dar em troca, "psicopatas" do Médio Oriente. Assim, só sobra uma opção: ajudar os curdos a conquistar e construir o seu grande Curdistão, que tem o seu território bem delimitado e conhecido de toda a gente, servindo de castigo e ameaça a Bashares, Erdoganes e aos outros tiranetes que por ali dominam. Maior ou menor, todos são uma ameaça aos valores do Ocidente. O Curdistão não é...  

terça-feira, 11 de abril de 2017

NÃO É PLÁGIO. JURO!

Já vos aconteceu, andarem a marinar uma ideia nos rascunhos durante quase um ano e, quando vão a ver, um gajo qualquer teve a mesma ideia que tu e desenvolveu-a muito melhor? Aconteceu-me hoje, pá! É para aprender a não deixar para amanhã, aquilo que devia ter feito há um ano atrás... 

Agora também já não vale a pena mariná-lo mais, vai mesmo assim, sem temperar:

Cozinhar é uma arte?

Não. Não é. Pode ser uma técnica e uma técnica muito difícil, que exige muita perícia - eu que o diga - mas não é uma arte. E olhem que não é menosprezar a cozinha. Tenho mais hipóteses de conseguir pintar um quadro de jeito, do que de fazer um arroz que se coma, mas, mesmo assim, sou a primeira a dizer: COZINHAR NÃO É UMA ARTE!

E não é uma arte por várias razões. A mais importante delas: é que a comida não tem de ser bela. Tem de ser apetitosa aos olhos e à boca e isso nada tem a ver com beleza. Pelo contrário, quanto mais belo o prato, menor a vontade de o estragar e, logo, de o comer.
A segunda razão? Porque ninguém vai a um museu ver, (e muito menos comer), um cannelloni do séc. XVI, elaborado pelo Chef Miguel Ângelo. A comida não é intemporal, nem é para ser apreciada pelas massas, é, isso sim, para apreciar massas. Estamos entendidos?

É um ódio pequenino que carrego cá dentro, os cozinheiros artistas. Comigo era enfiá-los todos num barco do mediterrâneo, mas em sentido contrário.